Hospital Albert Sabin recebe visita de Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica

A direção do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), do Governo do Ceará, acompanhou a visita da equipe da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobop), realizada nestas quarta (16) e quinta-feira (17), que avaliou positivamente o atendimento e tratamento de crianças e adolescentes com câncer no Ceará. “A doença em crianças é diferente, é mais rápida e até mais agressiva. Então precisa de um tratamento diferenciado. Aqui no Sabin nós pudemos ver isso. O Albert Sabin tem uma das maiores estruturas do país”, avaliou a presidente da Sobop, Tereza Cristina Cardoso Fonseca. Hoje cerca de 200 crianças e adolescentes realizam tratamento oncológico no Hias.

A equipe visitou, na quarta-feira, as instalações do Hias e do anexo onde ocorre todo o tratamento de câncer infantil, o Centro Pediátrico do Câncer (CPC). Em seguida, na quinta-feira, a avaliação foi apresentada em um fórum com representações de todo o estado, onde se debateram itens como distância entre hospitais, realização de exames e acesso à informação em áreas menos habitadas, como zonas rurais. “Constatamos que a estrutura existe e funciona bem, mas com algum esforço e acordo pode se tornar mais ágil. O Ceará já tem 99%”, disse a Tereza Cristina.

O que se espera, segundo a Sobop, é que as melhorias propostas ajudem a encurtar a distância entre as informações e as cidades do interior do Ceará. Fazendo com que mais casos suspeitos cheguem ao Albert Sabin com a mesma rapidez que o da pequena Katlyn Adrielly, de apenas 3 anos. De acordo com Francisca Leidiane da Silva Cruz, mãe da criança, os primeiros sintomas provocados pelo tumor de Wilms surgiram no fim do ano passado (inchaço, massa dura no abdome) e os médicos logo desconfiaram.

“Nós fomos encaminhados a outros médicos no interior e mandaram vir para cá. Ela começou o tratamento em fevereiro e, Graças a Deus, tem dado tudo certo”, contou a mãe, que mora em Aracoiaba (a 78 km de Fortaleza). No caso de Katlyn, a rapidez para iniciar o tratamento foi fundamental, pois, segundo a equipe médica, tumores de Wilms são difíceis de serem diagnosticados precocemente e podem se desenvolver sem causar quaisquer sintomas. “Então, agilidade é fundamental”, afirmou Tereza.

Política nacional de oncologia

“Hoje, depois de muita luta, nós temos uma política nacional de oncologia (adulta e infantil) muito consistente. Que aborda protocolos para uniformização do atendimento e tudo isso é necessário. O câncer infantil, vale ressaltar, é o fator que mais mata crianças depois dos fatores externos (violência, acidentes etc). E o Hias tem um dos maiores atendimentos do Brasil, então, ele é muito importante para o país. Precisa mostrar isso”, destacou a presidente da Sobop.

A diretora geral do Hias, Marfisa de Melo Portela, participou dos dois momentos da visita. “Poder reunir todos para avaliar e debater dificuldades. Muitas vezes saindo daqui já com a solução, é muito bom. Fico muito feliz em ver as instituições do estaduais trabalhando com esse propósito e, principalmente, em saber que o Albert Sabin está indo no caminho certo. A gente tem trabalhado muito para isso. Agora é melhorar ainda mais”, disse a gestora.

Centro Pediátrico do Câncer

O Hospital Infantil Albert Sabin conta com um centro especializado em tratamento e serviço de diagnóstico precoce do câncer, referência nas regiões Norte e Nordeste do Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Centro Pediátrico do Câncer (CPC) é resultado de uma parceria entre o Governo do Ceará e a Associação Peter Pan (APP).

Formado por uma equipe de profissionais especialistas e qualificados para atendimento a crianças e adolescentes com câncer, o CPC conta com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusiva para pacientes onco-hematológicos pediátricos; ambulatório de diagnóstico precoce e laboratório. O ambulatório oncológico do Hospital Albert Sabin funciona de segunda à sexta-feira, das 7 às 17h.

Fotos: Assessoria de Comunicação do Hias

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