Annita para tratamento do Coronavírus? Agora é medicamento controlado

[São Paulo] – Ontem (15/04), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluiu a Nitazoxanida – vermífugo comercializado com o nome de Annita – na Lista de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial. A iniciativa vem ao encontro da revelação feita pelo ex-astronauta e ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos César Pontes, que contou, na última segunda-feira (13/04), que o Governo está testando um medicamento misterioso no combate ao novo coronavírus (Covid-19). Para isso, serão feitos testes clínicos em 500 pacientes e, ao fim desses estudos, o que deve ocorrer entre duas e três semanas, o nome do medicamento poderá ser divulgado.

Por sua vez, a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão do Ministério da Saúde, emitiu parecer favorável ao desenvolvimento de uma pesquisa com nitazoxanida 600 mg(Annita). O parecer da Conep foi aprovado um dia antes, na terça-feira (14), e refere-se a uma pesquisa solicitada pelo médico Florentino Cardoso, diretor executivo da Hospital Care, uma rede de hospitais pertencente à antiga Bozano (atual Crescera) gestora de “private equity” que até 2018 tinha Paulo Guedes, o atual ministro da Economia, como sócio.

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Por meio da RDC 372/20, o órgão sanitário definiu no artigo 2º: “Aplicam-se à substância Nitazoxanida as disposições contidas na Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 351, de 20 de março de 2020 e suas alterações”. Um ponto importante dessa informação é que, anteriormente, a RDC 351/20 enquadrou também os medicamentos à base de cloroquina e hidroxicloroquina na mesma Lista de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial.

Com isso, a venda do medicamento Annita também fica sujeita à retenção da receita de controle especial em duas vias, sendo a 1ª via retida no estabelecimento farmacêutico e a 2ª via devolvida ao paciente.

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