RFCC-PI realizará campanha Preciso Viver 2020 com tema “Controle do câncer é prioridade” nos canais digitais

[Teresina] – Promovida pela Rede Feminina Nacional de Combate ao Câncer (RFNCC), em conjunto com a Rede Feminina de Combate ao Câncer do Piauí (RFCC-PI), e outras Redes Estaduais, a campanha “Preciso Viver” entra em sua terceira edição. Esse ano, por conta da pandemia do novo Coronavírus, as ações foram reformuladas e será executada apenas nas plataformas digitais. As alterações na campanha foram realizadas respeitando as determinações das autoridades medicas e sanitárias mundiais de isolamento social.

A campanha Preciso Viver traz como tema o “Controle do câncer é prioridade”, reforçando a importância de promover o controle do câncer nas agendas brasileiras como prioridade. A população piauiense pode acompanhar conteúdos informativos no Instagram (@redefemininapi), e Facebook da RFCC-PI, além do site: https://www.redefemininapi.org.br/.

A presidente da RFNCC e da RFCC-PI, Carmen Campelo, esclarece que a medida de alterar a campanha para o formato digital, apesar de prejudicar algumas ações presenciais que já haviam sendo executadas, trouxe uma inovação na forma de realizar as atividades da Preciso Viver e não anulou o objetivo da campanha, que é justamente estabelecer essa prioridade no controle do câncer.

“Ninguém esperava essa situação de pandemia que estamos vivendo, desde setembro do ano passado, nós estávamos organizando tudo para a execução da campanha nesse mês de abril. Porém, tivemos que mudar nossos planos de última hora, suspender atividades e inovar na forma de executar a Preciso Viver 2020, que será exclusivamente através dos canais digitais. O objetivo da campanha continua o mesmo, que é trazer essa necessidade das agendas brasileiras priorizarem o controle do câncer”, disse a presidente.

No mundo inteiro, o aumento significativo do número de casos envolvendo a doença é uma preocupação, com cerca de 18,1 milhões de registros e, deste total, 9,6 milhões de pacientes acabam indo a óbito, de acordo com o último estudo realizada pelo Centro Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC). O alerta é para o aumento de 50% de registros nas próximas duas décadas, uma vez que sem a atenção adequada, em 2030 a tendência é haver 21 milhões de novos casos e 14 milhões de mortes.

E quando relacionado ao Brasil, o cenário mostra que o câncer já é a segunda causa de mortalidade. O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) divulgou dados que apontam para o registro de 600 mil novos casos por ano em 2018 e em 2019, enquanto o observatório de Oncologia já estima que em 2029 a doença seja a primeira causa de morte no país.

Campanha reforça atenção ao câncer
É diante dessa preocupação que a campanha tem atuado para introduzir na sociedade a atenção ao diagnóstico precoce e ratificar que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Por meio de publicações e vídeos, a RFCC-PI tem alertado a população piauiense sobre o combate ao câncer e a importância dos hábitos saudáveis para prevenir a doença.

A presidente Carmen Campelo pontua que para tornar efetiva a atenção oncológica, além do governo, outros elementos precisam estar envolvidos nesse processo. “É importante frisar a participação de médicos, profissionais, pesquisadores, órgãos de controle, mídia, sociedade civil e principalmente dos internautas, nessa luta que é pela vida e pelo entendimento do câncer como assunto prioritário na agenda social”, declara a presidente.

Carmen segue ressaltando que esse processo de engajamento socialmente das pessoas à luta ainda é longo e precisa ser bem executado. Ela pontua ainda que são essenciais melhorias nos procedimentos e investimentos nas áreas que estão ligadas à oncologia. “Dentro desse contexto, os órgãos de controle têm por responsabilidade garantir, de modo eficiente, o cumprimento de todas as normas legais e, também, das políticas públicas estabelecidas, além de fiscalizar a atuação dos gestores. Também friso que é importante se atentar a hábitos que contribuem para aumento do número de casos da doença, como fumar, consumir álcool em excesso, sedentarismo e ter uma alimentação não saudável”, acrescenta.

Implantar políticas públicas consonantes com as necessidades, além de fazer um chamado à sociedade para práticas saudáveis e preventivas, são ferramentas importantes para agendar o controle do câncer como prioridade social, sobretudo agora na pandemia do Covid-19. Ressalta-se que mesmo com tecnologia, profissionais capacitados e campanhas nas redes sociais o Brasil ainda passa por entraves burocráticos que impossibilita exercer todo seu potencial na busca por resultados positivos e significativos.

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