Aumento de casos suspeitos e contaminados de Covid-19 chama atenção para gestão de resíduos em hospitais

[Teresina] – Com o número de casos de pessoas contaminadas pela Covid-19 crescendo a cada dia no Brasil e no mundo, a quantidade de internações em hospitais também segue aumentando. No Piauí, as unidades de saúde também têm recebido cada vez mais pacientes com sintomas gripais e a taxa de ocupação de leitos é crescente.

A grande procura por atendimentos nos hospitais resulta em maior geração de resíduos de saúde nestes locais e chama atenção para uma importante medida, que contribui para evitar a contaminação pelo coronavírus, a gestão correta de resíduos.

Em um estabelecimento de saúde, vários tipos de resíduos podem ser gerados, desde o lixo comum, que não apresenta risco para a população e para o meio ambiente, até o lixo infectante, com possível presença de agentes biológicos e que apresentam risco de contaminação.

Os resíduos gerados no atendimento a pacientes com suspeita ou contaminação pela Covid-19, como máscaras, luvas e gorros descartáveis, são considerados classe de risco 3, pois possuem alto risco de contaminação individual. A segregação é uma etapa fundamental da gestão destes resíduos. Eles devem ser separados e acondicionados em sacos vermelhos duplos ou – na falta destes – em sacos brancos leitosos, identificados com o símbolo de substância infectante.

De acordo com o especialista Rafael Marques, a falta de cuidados na hora de separar os resíduos dentro dos estabelecimentos de saúde pode trazer consequências graves para a saúde da população, especialmente dos trabalhadores que realizam a coleta de resíduos. “Se não houver a segregação adequada por parte dos geradores, estes resíduos infectantes podem ser coletados como resíduos comuns, com risco de ir para o aterro sanitário sem passar por tratamento prévio feito por empresa especializada. Isso pode trazer graves prejuízos à saúde da população, especialmente dos coletores, além de prejudicar o meio ambiente”, explica o coordenador de Engenharia, Segurança e Meio Ambiente da Sterlix Ambiental.

Cuidados em casa

Pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado para a Covid-19 que estão em isolamento domiciliar também geram resíduos que merecem atenção especial na hora do descarte. Máscaras e outros itens, como lenços e luvas, utilizadas por estas pessoas, devem ser colocados em sacos duplos pretos e, se possível, devem ficar em local isolado por até 72 horas, tempo em que o vírus deve ficar inativo. Após este tempo, o resíduo pode ser levado até o local onde será feita a coleta domiciliar. Estas precauções, além de protegeram os moradores da residência, também podem evitar o contágio dos trabalhadores que realizam a coleta domiciliar.

Fonte: Ascom

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