Hospital Universitário da USP cria “gripário” e amplia atendimento a gestantes de alto risco

[São Paulo] – A pandemia causada pelo novo coronavírus tem levado hospitais do mundo todo ao limite da capacidade de atendimentos. No Brasil, a evolução da doença posiciona o país como segundo maior no mundo em números de casos confirmados, atrás apenas dos Estados Unidos. Neste cenário, a adaptação das instituições de saúde para lidar com a crise sanitária se configura, ainda, em um desafio diário para vencer dificuldades logísticas e de suprimentos.

O Hospital Universitário (HU) da USP desenvolveu uma série de ações para atender aos novos tempos. Uma comissão foi criada para estabelecer novos protocolos de atendimento, minimizar os impactos à saúde dos funcionários pertencentes ao grupo de risco e reorganizar a distribuição dos equipamentos de proteção individual, os EPIs. “Estamos seguros de estar contribuindo para a segurança dos trabalhadores de saúde do HU na melhor forma do que é preconizado pelas normas técnicas vigentes”, afirma o superintendente do hospital, Paulo Francisco Ramos Margarido. “Abrimos o setor do gripário e paramos as atividades assistenciais de rotina, tais como consultas, exames e cirurgias agendadas”, conta. As medidas visam reduzir a exposição de indivíduos ao ambiente hospitalar, bem como evitar o trânsito de pessoas nesse momento de isolamento social.

Paulo Margarido, superintendente do HU – Foto: arquivo pessoal

O hospital se concentra agora nos atendimentos de emergência, pré-natal de alto risco e neonatalogia, além de procedimentos oftalmológicos e otorrinolaringológicos, como tratamento de glaucoma congênito e colocação de implante coclear em crianças com perda da capacidade visual e auditiva.

Os números de atendimentos do gripário têm sido divulgados em boletins semanais, preparados pela superintendência do hospital com base nas discussões do Comitê Executivo HU Não-Covid. O boletim também traz informações de prevenção à doença e avisos sobre os novos fluxos estabelecidos no hospital.  Outro importante locus de troca de informações e de recebimento de queixas é o Grupo Ampliado de Discussão, composto por chefes de departamento, representantes discentes e de trabalhadores do Centro Diagnóstico.

Fonte: Jornal da USP

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