Secretaria da Saúde do Ceará orienta profissionais de saúde sobre Síndrome Inflamatória Multissistêmica

[Fortaleza] – A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) divulga, nesta sexta-feira, 7, nota técnica para orientar os profissionais de Saúde sobre a Síndrome Inflamatória Multissistêmica associada à Covid-19, verificada em crianças e adolescentes. Até julho deste ano, 41 pessoas, sendo 22 do sexo masculino e 19 do sexo feminino, apresentaram a condição, que resultou em dois óbitos.

A Vigilância Epidemiológica da Sesa registrou os casos em 13 municípios cearenses. “O Estado do Ceará tem uma das vigilâncias mais ativas do Brasil. Todos os núcleos de Vigilância Hospitalar estão cientes da necessidade de vigilância dessa síndrome e se comunicam constantemente com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Sesa”, destaca a secretária executiva de Vigilância e Regulação, Magda Almeida.

Os sintomas mais comuns relacionados à síndrome são febre, manchas avermelhadas na pele, dor abdominal, vômito, falta de ar, edema, conjuntivite, diarreia, tosse, dor muscular e dor de cabeça. As pessoas com o problema têm idade entre um e dezesseis anos e foram diagnosticadas com Covid-19 após realização de exame laboratorial.

Magda Almeida ressalta que a testagem em massa da população contribui para o enfrentamento à Covid-19 no Ceará. “A identificação precoce da doença é essencial para realizar o isolamento do caso e contactantes e, assim, romper a cadeia de transmissão, bem como identificar precocemente sinais e sintomas de agravamento”, finaliza.

Cenário Mundial

No Reino Unido, foram identificados oito pessoas da Síndrome Inflamatória Multissistêmica em crianças e adolescentes com idade entre quatro e dezessete anos. A Sociedade de Pediatria do Reino Unido e o Ministério da Saúde (MS) emitiram nota de alerta acerca do problema. Espanha, França e Estados Unidos também reportaram casos com possível associação à Covid-19.

Fonte: SESA

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