OPAS lidera resposta regional à COVID-19 enquanto trabalha para proteger ganhos em saúde a longo prazo

[Brasília] – Desde muito antes do início da pandemia de COVID-19, uma área-chave da cooperação técnica da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) é o fortalecimento das capacidades de seus países membros para que se preparem e respondam a surtos de doenças e epidemias. Quando a pandemia chegou às Américas, a OPAS continuou esse trabalho, ao mesmo tempo em que oferece liderança e coordenação regional da resposta à COVID-19 e ajuda os países membros a protegerem os ganhos em outras áreas vitais, incluindo imunização, prevenção de doenças não transmissíveis e maior acesso a serviços de saúde de qualidade.

Estes e outros destaques da cooperação técnica da OPAS entre meados de 2019 e meados de 2020 são descritos no Relatório Anual de 2020: “Salvar Vidas e Melhorar a Saúde e o Bem-estar”. A diretora da OPAS, Carissa F. Etienne, apresentou o relatório nesta segunda-feira (28) às autoridades de saúde de todas as Américas, que estão reunidas virtualmente esta semana para o 58º Conselho Diretor da OPAS.

O relatório observa que a COVID-19 “afetou a saúde, a economia e o modo de vida em quase todos os países” das Américas. A pandemia expôs graves desigualdades dentro e entre os países e destacou as vulnerabilidades específicas de certos grupos populacionais. Também “revelou profundas fragilidades estruturais nos mecanismos de saúde e proteção social na Região, destacando a necessidade de reformas e ações substantivas para garantir que os países continuem rumo ao cumprimento da ambiciosa meta de saúde universal até 2030”.

Nesse contexto, o relatório resume as estratégias, intervenções e realizações da OPAS em suas principais áreas de cooperação técnica durante o período abrangido. Entre essas áreas estão: sistemas e serviços de saúde; doenças transmissíveis e determinantes ambientais da saúde; emergências de saúde; família, promoção da saúde e curso de vida; doenças crônicas não transmissíveis e saúde mental; e evidências e inteligência para ação em saúde. O documento destaca os esforços especiais para garantir a melhoria da saúde para todos durante e após a pandemia, especialmente àqueles em condições de vulnerabilidade, refletindo o compromisso da Organização de “não deixar ninguém para trás”. O relatório também descreve os esforços da OPAS para melhorar sua eficiência interna e garantir transparência e responsabilidade contínuas em todas as suas operações.

“Os impactos da pandemia na saúde, sociais e econômicos terão efeitos de longo prazo sobre o progresso para o cumprimento das metas de saúde nacionais, sub-regionais, regionais e globais; sobre financiamento da saúde e mobilização de recursos; e sobre nossos esforços e aspirações para o desenvolvimento da saúde com equidade”, afirmou Etienne ao apresentar o relatório.

“Reconhecemos plenamente que intervenções massivas e sustentadas serão necessárias – tanto no futuro imediato quanto mais adiante – para controlar e conter a COVID-19, enfrentar o aumento dos níveis de pobreza, reduzir as desigualdades sociais e de saúde e, muito importante, para posicionar a saúde no centro do desenvolvimento equitativo e sustentável”, acrescentou a diretora da OPAS.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) trabalha com os países das Américas para melhorar a saúde e a qualidade de vida de sua população. Fundada em 1902, é a agência internacional de saúde pública mais antiga do mundo. Atua como Escritório Regional da OMS para as Américas e é a agência de saúde especializada do Sistema Interamericano. 

Clique aqui para acessar o relatório.

Fonte: OPAS/OMS

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