Dia Mundial da Saúde: O que seria do Brasil sem o SUS?

[Brasília] – Desde a verificação da qualidade da água que bebemos todos os dias até a realização de procedimentos de alta complexidade, como transplantes, por exemplo, fazem do SUS, um dos maiores sistemas de saúde do mundo.

Mas afinal, quem usa o SUS? O Sistema Único de Saúde atende as mais de 200 milhões de pessoas que moram hoje no Brasil – do pobre ao rico, do recém-nascido ao idoso. Porém muitos brasileiros acreditam nunca terem usado o SUS. Tal pensamento se dá pelo desconhecimento da amplitude dos serviços oferecidos. Vacinação, Saneamento Básico, pré-natal, SAMU, tratamentos para câncer, ISTs, transplantes, banco de sangue, hemodiálise e centenas de medicamentos gratuitos são alguns exemplos que comprovam a integralidade do SUS.

Quando um brasileiro, independentemente da classe social, sofre um acidente de carro, por exemplo, ele é socorrido pelo SAMU e levado à emergência do hospital público mais próximo. Mesmo se a vítima tiver plano de saúde, o SUS é responsável por garantir o socorro e até mesmo procedimentos de alta complexidade, se necessário. A vítima que possui um plano de saúde só será encaminhada para o hospital particular quando os médicos avaliarem a situação e determinarem que o quadro é estável.

Patrimônio Nacional  

“A saúde é direito de todos e dever do Estado”, diz o artigo 196 da Constituição Federal de 1988. No entanto, para ser transformado em lei, o SUS foi produto de uma intensa luta da sociedade brasileira que defendeu um projeto de reforma sanitária. O principal elemento dessa reforma era constituir um sistema de saúde universal, de caráter público, que pudesse fazer uma integração entre as ações individuais e coletivas.

Um dos maiores programas do mundo

Através do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em 1973, o país erradicou a varíola. Em 1994, a poliomielite. A utilização de vacinas contra as duas doenças projetou o Brasil como pioneiro no planejamento e desenvolvimento de campanhas de vacinação em massa. O Brasil, um dos países mais extensos do mundo, sofre muitos impasses no que diz respeito à garantia da saúde por questões relacionadas à dimensão territorial e populacional, desigualdades regionais, desenvolvimento econômico, educacional e social.

A comunicação para o fortalecimento do SUS 

A comunicação é ferramenta imprescindível para renovar o compromisso com o Sistema Único de Saúde. O SUS é de todos, não importa a raça, cor ou nacionalidade. Trata-se de um direito constitucional que inspira sistemas de saúde por todo o mundo.

O SUS tem programas e números grandiosos, estratégias exitosas reconhecidas e replicadas mundialmente, como Estratégia Saúde da Família (ESF), Programa Nacional de Imunizações, de Transplantes, de HIV/Aids, Farmácia Popular, Programa Nacional de Controle do Tabagismo, Rede de Bancos de Leite Humano, entre outros que, infelizmente, não ganham a devida visibilidade no nosso país por não serem devidamente comunicados com a sociedade. O SUS precisa ser reconhecido e fortalecido, compromisso assumido pelo Conass e Conasems em diversas ações estratégicas.

A força dos profissionais de saúde e da gestão do SUS

O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), nasceu a partir do movimento social em prol da saúde pública com a missão de agregar e de representar o conjunto de todas as secretarias municipais de saúde do país. Segundo o presidente do Conasems, Wilames Freire, celebrar o Dia Mundial da Saúde, mesmo em uma situação de pandemia, é uma oportunidade de ressaltar a importância do SUS. “Acredito que se não tivéssemos o SUS, principalmente nesse cenário que estamos vivendo, a população brasileira estaria completamente desamparada. O SUS é uma das maiores conquistas do Brasil e devemos valorizar e fortalecer os profissionais de saúde e os gestores de saúde que estão na ponta fazendo com que esse sistema tenha força para existir”.

O Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) surgiu a partir do desejo dos secretários estaduais de saúde à época liderados pelo médico Adib Jatene, então secretário de Estado da Saúde de São Paulo, de atender a recomendação de Alma Ata cujo lema era “Saúde para todos no ano 2000”.

No Dia Mundial da Saúde, o presidente do Conass, Carlos Lula, enalteceu a força do SUS, principalmente na pandemia, momento no qual mostrou ser um sistema punjante. “Neste dia em que celebramos essa data importante, temos de bater palmas para o SUS, pois se não fosse ele, teríamos perdido muito mais vidas. Nesta pandemia, nossos profissionais de saúde tornaram-se verdadeiros heróis e heroínas combatendo este inimigo invisível. Celebramos este dia com a esperança de que o amanhã  pode ser melhor para que possamos cumprir a nossa missão de salvar vidas”.

Fonte: Conass

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