Remédio contaminado: Anvisa orienta pacientes a não interromperem tratamento para epilepsia sem orientação médica

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta sexta-feira (28) orientações aos pacientes que utilizam o medicamento Sabril (vigabatrina), produzido pelo laboratório Sanofi Medley. De acordo com a Anvisa, pacientes que fazem uso do medicamento não devem interromper o tratamento sem orientação médica.

“A interrupção brusca da utilização desse medicamento pode causar diversos efeitos adversos. Assim, a Anvisa orienta os usuários dos respectivos lotes do medicamento Sabril 500mg, que não suspendam o uso por conta própria e procurem orientação médica”, diz o comunicado.

No início do mês, a farmacêutica determinou o recolhimento de quatro lotes do medicamento Sabril, após ter identificado que as unidades estavam contaminadas. De acordo com a agência regulatória brasileira, “o contaminante não está em níveis que possam comprometer a qualidade do produto, tampouco a segurança dos pacientes”. No entanto, a empresa optou pelo recolhimento dos lotes afetados “por precaução”.

 

Os quatro lotes do Sabril de 500 mg de 60 comprimidos recolhidos de farmácias e distribuidoras são:

  • CRA02747, com vencimento em 30/04/2024
  • CRA06696R, com vencimento em 31/08/2024
  • DRA00489V, com vencimento em 31/01/2025
  • DRA00490, com vencimento em 31/01/2025

 

O Sabril (varfarina) é muito utilizado para uma forma rara de epilepsia infantil. A medida levou diversas famílias a relatarem dificuldades para encontrar o remédio nas farmácias e precisarem cogitar a interrupção do tratamento.

 

Na quinta-feira, O GLOBO relatou o caso de um bebê foi hospitalizado no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, devido ao descontrole das crises epilépticas decorrente da interrupção do tratamento de uma síndrome rara. Davi Carvalho, de dois anos, faz uso do medicamento Sabril, do laboratório Sanofi, mas ele foi interrompido após o remédio ser recolhido pela farmacêutica por estar contaminado.

A Anvisa informa ainda que iniciou um processo de investigação para apurar os fatos e avaliar das medidas tomadas pelo laboratório para mitigar o risco de desabastecimento do medicamento.

Em relação à expectativa sobre o abastecimento, o laboratório diz apenas que um novo lote do medicamento está em produção e que, “a nível global, está empenhando todos os esforços para mitigar o impacto aos pacientes e retornar a uma situação regular de fornecimento o quanto antes”.

Fonte: O Globo

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