Surto de lesão de pele misteriosa que causa intensa coceira acomete Pernambuco

RIO  — O surto de um tipo de lesão na pele misteriosa que causa coceira está preocupando as autoridades de saúde de Pernambuco. O estado já registrou mais de 200 casos — 134 no Recife, 62 em Camaragibe e 6 em Paulista. Uma equipe de especialistas das secretariais estadual e municipal (do Recife) de saúde estão investigando em conjunto a possível causa do problema.

Os primeiros casos dessas lesões de pele que causam coceira começaram a aparecer no começo de outubro. Os principais sintomas apresentados pelos pacientes são vermelhidão e coceira no local, normalmente localizadas no tronco e nos braços. O problema já afetou pessoas de todas as idades, indo desde crianças de 2 anos a idosos com 96 anos. Até o momento, não houve registro de agravamento associado a esses quadros.

Em nota, a Secretaria municipal de Saúde do Recife (Sesau) informou que “as investigações estão sendo feitas por meio de exames laboratoriais e de ações nas localidades, entre elas, a captura de mosquitos e de ácaros”. A pasta disse também que nesta semana “serão realizados exames de raspado de pele em pessoas que apresentaram os sintomas”.

A Sesau recomenda que pessoas que apresentam esses sintomas não se automediquem, mantenham as mãos higienizadas e busquem uma unidade de saúde para receber o tratamento médico.

Em entrevista ao jornal Folha de Pernambuco, o infectologista Demetrius Montenegro, que faz parte do grupo que investiga as causas das lesões, descartou a possibilidade de que elas estejam associadas à Covid-19 ou vacinação e minimizou as chances de o problema ter relação com arboviroses (como Dengue).

O especialista disse ainda que amostras de água da região onde se concentram os casos estão sendo analisadas e que foi iniciada uma pesquisa de ácaro na pele de pessoas que apresentaram a lesão. Uma das doenças causadas por ácaro é a sarna.

Outra hipótese levantada pelo infectologista é que as lesões possam ter sido causadas por um desiquilíbrio ambiental. Alguns dos bairros com mais casos estão próximos a áreas de mata. No entanto, ainda não há certezas sobre as origens e causados do problema.

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